O lagostim-vermelho, uma espécie invasora de lagostim
O Procambarus clarkii, uma espécie de lagostim de água doce nativa dos E.U.A, mas uma praga invasora em toda a Europa.

Além de alterar o uso da terra e introduzir poluentes, as pessoas também influenciam os ecossistemas através da introdução de novos animais e plantas. Normalmente, a introdução de espécies invasoras é acidental, através de barcos que transportam algas presas em seus fundos, por exemplo. Mas, às vezes, ocorre deliberadamente para modificar o equilíbrio do ecossistema. É geralmente catastrófico e com resultados duradouros.

Assista ao vídeo abaixo para compreender melhor como o ser humano introduziu acidentalmente, ou deliberadamente, as espécies não-nativas, como os cientistas as têm rastreado e como podemos fazer um trabalho melhor para impedi-las no futuro.

 

 

É importante lembrar a diferença entre espécies não-nativas e as invasoras. Qualquer espécie que vem do exterior é não nativa. São as prejudiciais que os cientistas chamam de invasoras.

As espécies não-nativas invasoras, são consideradas como a segunda maior ameaça à biodiversidade depois da perda de habitat. Elas impactam a biodiversidade ao deslocar ou aproveitarem-se de espécies nativas, através da destruição de habitats ou pela introdução de novos parasitas ou doenças. As principais implicações diretas são as ameaças de predação e competição contra as espécies nativas. Por exemplo, a quantidade de ratazanas d’água no Reino Unido diminuiu devido a predação de uma espécie não nativa de furão (mink).

As espécies não-nativas invasoras também podem afetar o ecossistema mais amplamente. As bacias hidrográficas são vulneráveis às espécies aquáticas invasoras, como o lagostim americano. Ao longo das margens dos rios, monoculturas densas de plantas, como o bálsamo do Himalaia e a Poligonácea japonesa podem excluir as espécies nativas. Quando essas espécies invasoras morrem no inverno deixam as margens dos rios descobertas, expondo os mesmos ao aumento da erosão do solo.
 

O que podemos fazer?

Podemos ajudar a parar a introdução e proliferação de espécies invasoras por meio das seguintes diretrizes:

  • Não plante uma praga! Verifique se as plantas que comprar para o seu jardim não são invasoras; peça ajuda aos funcionários de parques e jardins do locais;

  • Não coloque uma praga em sua bagagem ao viajar. Fique atento, frutas e legumes, plantas, insetos e animais podem carregar pestes ou eles mesmos se tornarem invasores;

  • Limpe as suas botas antes de caminhar em uma nova área, para eliminar sementes de ervas daninhas e patógenos que pegam carona;

  • Não libere peixes e plantas de aquário, isca viva ou outros animais exóticos em meio selvagem. Caso planeje adquirir um animal de estimação exótico faça uma pesquisa para confirmar se poderá comprometer-se em cuidar do mesmo;

  • Seja voluntário do parque ou reserva natural local para contribuir com a eliminação de espécies invasoras;

  • Ajude na orientação de terceiros sobre a ameaça.

Visite as nossas páginas Hora da Ação, para obter mais sugestões e descobrir outras formas de conseguir um impacto positivo sobre os recursos naturais da água doce.
 

Leitura Adicional

Base de dados nacional de espécies exóticas invasoras - I3N Brasil, Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental.

Banco de Dados Global de Espécies Invasoras - pesquise por espécies, país ou habitat. Disponível apenas em inglês.

 

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